Chegamos em casa com o peixe e o camarão. Enquanto preparava o almoço ele pegou uma cadeira do jardim e sentou-se em frente à porta da cozinha pegando o solzinho do outono que batia ali.
Ele fica lindo no sol. Os olhos mais verdinhos, a pele morena brilhando e o cabelo branco contrastando com o azul do céu ao fundo compete com as nuvens. Nossa que coisa boa olhar para alguém com tanta ternura! Acalma, alegra, e inspira. O que? Escrever, ouvir musica, passear, viajar, tocar, acariciar. Só coisas boas.
Meu coração ainda dispara ao seu pequeno olhar. Lembro do dia que a paisagem da minha vida mudou. Vivia num fundo cinza, pincelado de cores vibrantes. Uma onda de um mar calmo verdinho, que simplesmente desliza na areia como uma carícia, deixou tudo verde azulado. Uma onda de amor, diferente das ondas da paixão. Essas são fortes, grandes, fazem barulho quando quebram na praia. Mais intensas e emocionantes sim, mas assustadoras, perigosas e efêmeras. Quem nunca ouviu que para entrar no mar bravo é melhor esperar a sétima onda. Até o mar se cansa!
Já o mar calmo, de uma enseada, a maré sobe e desce e as ondas são sempre suaves e tranqüilas. Como o amor que sinto. Esse é o meu amor maduro
Nenhum comentário:
Postar um comentário